Amon Amarth: Mantendo o barco no mar

Nesse ano, o Amon Amarth lançou mais um álbum. O sucessor do excelente Deceiver of the Gods (2013), Jomsviking (2016), chega ao mercado logo após mais uma turnê de sucesso do Amon Amarth, percorrendo todo o mundo. Não é surpresa que eles são um dos maiores nomes do metal mundial, o estilo death melódico agrada não só os fãs de death metal, mas também os fãs mais clássicos do heavy metal.

A continuidade tem sido a bandeira no barco do Amon Amarth, a banda não deixou a maré baixar, lançou o Twilight of the Thunder God (2008), Surtur Rising (2011) e o já mencionado Deceiver of the Gods (2013). A fórmula foi simples, a cada 2 ou 3 anos um álbum. Esses últimos lançamentos não são “clássicos”, “brilhantes” ou como queiram chamar, mas são bons álbuns.

A principal tarefa deles para mim foi manter o nome do Amon Amarth vivo, e é aí que entra o Jomsviking (2016). O álbum cumpriu o seu papel de fazer o Amon Amarth espalhar ainda mais sua música.

Dentre todos os álbuns do Amon Amarth que pude escutar, creio que o Jomsviking (2016) é o que puxou mais para o lado heavy metal. As músicas estão mais “riffadas”, com aquela sonoridade mais clássica, contrastando apenas com o vocal gutural de Johan Hegg, como em On a Sea of Blood, Vengeance is my Name e Raise your Horns. Essas músicas deram todo um caráter original ao álbum, mas a “velha” sonoridade da banda não foi deixada de lado, com os duetos cantados em First Kill e The Way of Vikings. Essa última foi minha favorita no álbum, ela traz toda aquela característica que transforma músicas como Twilight of the Thunder God e Runes to my Memories em clássicos.

Outro ponto de destaque é At Dawn’s First Light, a música possui dedilhado!! Isso mesmo, dedilhado com vocal gutural grave. Mas, as novidades não pararam por aí, outro ponto alto do álbum é a participação de Doro Pesch em A Dream that cannot be. O contraste do vocal heavy feminino de Doro com o vocal de Johan Hegg ficou muito interessante, ao ponto até de pensar que um álbum inteiro com isso ficaria legal. Espero que eles pensem nisso mais para frente e realizem esse projeto.

Como mencionei, o Jomsviking (2016) cumpriu seu papel de manter o nome vivo do Amon Amarth, em termos de estilo notei que ele está menos death e mais heavy do que os antecessores, por isso achei esse álbum bastante original. Não conseguiu ser o meu favorito do Amon Amarth, mas não fez vergonha à discografia da banda.

Com toda a estrutura da banda de álbuns e turnês pelo mundo, imagino que está na hora de mais um álbum ao vivo deles, material tem de sobra e a banda está precisando fechar esse ciclo de álbuns e abrir um novo ciclo. Uma coisa temos certeza, a banda está honrando seu trabalho e não tenho dúvida de que o barco deles vai continuar navegando por todo o mundo durante muito tempo.

Tracklist

1.Fisrt Kill
2.Wanderer
3.On a Sea of Blood
4.One Against All
5.Raise your Horns
6.The Way of Vikings
7.At Dawn’s First Light
8.One Thousand Burning Arrows
9.Vengeance is my Name
10.A Dream that cannot be
11.Back on Nothern Shores



Um Comentário para: “Amon Amarth: Mantendo o barco no mar

  1. Comprei recentemente o Álbum, escutei poucas vezes, At Dawn’s First Light, que musica foda, refrão fica na cabeça e não sai nem a pau.