Higher: Complexo e pesado

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Após um tempo sem escrever, eis que coloco o álbum homônimo de estréia do Higher, para audição. A arte fantástica da capa e encarte já chamou a atenção para o que poderia vir. E…veio peso. Lie abre os trabalhos com muito peso e técnica, tudo muito bem distribuído na composição.

A banda formada por Cezar Girardi (vocal), Gustavo Scaranelo (guitarra), Felipe Martins (guitarra), Andrés Zuñiga (baixo) e Pedro Rezende (bateria), apesar de estar lançando seu primeiro trabalho, é formada por músicos experientes e que dedicam boa parte de seu tempo para estudar música. A banda possui formação de jazz, mas com paixão no metal. O resultado disso são músicas bem executadas e compostas por quem realmente entende.

O peso continua em Illusion, com muitas variações na melodia. Gostei bastante do refrão, tocado de maneira mais lenta, só que ainda com a bateria em pedal duplo, foi a minha favorita do álbum. A execução das músicas é algo que chama a atenção no álbum. Keep Me High continua a linha pesada e com muita técnica. O que chamo a atenção para a técnica é que as músicas não são “lineares”, por assim dizer, como encontramos em muitos trabalhos; elas possuem passagens em contra-tempo, mesclam passagens melódicas com pesadas, só que de um jeito muito coerente – todas as linhas continuam em sintonia.

Em Climb the Hill as influências da música clássica aparecem no riff inicial e seguem em toda a linha da música, mesclando com elementos do heavy metal. Achei a música bem original, dando cara própria à banda. Essa música mostrou também que a banda não pode ser rotulada – eles não são previsíveis, não sabemos ao certo qual o comportamento da próxima faixa. Break the Wall traduz um pouco disso também, quando comparada com músicas como Like the Wind.

Time to Change volta a nos lembrar de como o álbum começou: pesado. Sempre gosto de imaginar como as músicas soariam ao vivo, e Time to Change é uma que não consigo imaginar fora de um show, principalmente por causa do seu refrão. O álbum é encerrado com Make it Worth e The Sign. A primeira lembra um pouco essa linha moderna do heavy metal progressivo, muitos riffs rápidos e com variações na melodia, tudo acompanhado também por uma bateria complexa; e a segunda continua na mesma linha, com um excelente trabalho da bateria e um excelente refrão, encerrando dignamente o álbum.

Ainda não tinha escutado um álbum como o Higher (2014) aqui no Brasil. Talvez encontremos algo próximo em alguma banda de metal progressivo, sendo que será difícil encontrar alguém que mescle o peso com as variações tão bem quanto eles. A obra como um todo está bem balanceada, não é algo cansativo escutar o álbum na íntegra.

Tracklist
1.Lie
2.Illusion
3.Keep me High
4.Climg the Hill
5.Like the Wind
6.Break the Wall
7.Time to Change
8.Make it Worth
9.The Sign

 

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