Patrick Pedroso: Metal instrumental de qualidade

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Foi em uma noite não tão fria de inverno que coloquei o álbum Labirinth (2015), do Patrick Pedroso, para tocar. O álbum – diga-se de passagem, foi meu primeiro contato com o músico – é inteiramente instrumental. A banda formada pelo próprio Patrick Pedroso (guitarra e violão), Marcos Janowtzi (baixo) e Jarlisson Jaty (bateria) já inicia os trabalhos com um bom heavy metal em Rage of the Storm, abrindo ainda espaço para um trecho mais lento, com alguns elementos psicodélicos.

Only Ashes e Revolution seguem a mesma linha – uma forte base e solos se destacando. Esta última também possui uma parte mais lenta, mas logo volta a progredir para o metal. New Days diminui um pouco o ritmo, no estilo balada hard rock, abrindo espaço também para uma parte mais pesada. Some Creations possui uma boa sequência de progressão na composição, com a inclusão de riffs mais pesados no melhor estilo Megadeth. Um destaque da música foi a diversidade de efeitos na guitarra trabalhados.

Confesso que ainda não tinha escutado um trabalho puramente instrumental de metal. A primeira sensação que passa é que as músicas não possuem vida, mas é aí que você se engana. Escutando bem o trabalho você consegue ver a particularidade de cada música. As músicas mais pesadas são de um estilo que gosto muito, lembrando uma versão de The Moon, gravada pelo CarboHydro; como mencionei anteriormente, é um alicerce muito bem feito no metal e o solo dando todo o acabamento na composição. A criatividade do Patrick ainda é mais explorada em músicas como Inspiration, onde uma atmosfera mais celestial (por assim dizer) toma de conta; e em Visions of Time, executada inicialmente no violão, mas progredindo para o metal logo em seguida, com riffs rápidos, assim como Sounds of Mind.

O álbum traz algumas menções a Paulo Schroeber, guitarrista que tive o prazer de conhecer (quando tocou com o Almah) e que faleceu em 2014. Terminando a audição do Labirinth (2015), fiquei com uma boa impressão. Como mencionei, foi o primeiro álbum instrumental no metal que escutei, então posso ter deixado escapar algo na resenha. O Patrick Pedroso soube trabalhar bem as composições, misturando partes lentas e pesadas, fazendo sua guitarra de fato cantar as “letras” da música.

Tracklist:

1.New Ways
2.Rage of the Storm
3.Only Ashes
4.Revolution
5.New Days
6.Some Creations
7.The World Was Born
8.Inspiration
9.Visions of Time
10.Sounds of Mind
11.Freedom



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