Canilive: Versátil e fiel ao estilo

Capa EP

Não é muito comum eu parar para escutar death metal, mas decidi parar e ouvir o Psychosomatic Schizophrenia (2016), do Canilive. A banda formada por Gustav Moreira (vocais), Alcindo Neto (guitarra), Raphael Dizus (guitarra), Caio Planischek (baixo) e Armada Beto (bateria) não poupou peso no seu primeiro EP. Voltando um pouco no tempo, o Canilive participou da edição 5, do Prosacast (pode conferir AQUI) e na ocasião comentamos um pouco sobre o EP e a origem da banda.

O que chamou logo a minha atenção no som deles foi o cuidado que eles tiveram nas composições. As músicas são fiéis ao death metal, com muitas metrancas e guitarras rápidas e pesadas, mas eles abriram muito espaço para a criatividade, variando a melodia dentro da linha de composição. Isso tudo pode ser conferido em The Posthumous State of Mind, abrindo o EP. The March of Excellence segue a mesma linha. Um destaque é a versatilidade do vocal — mesclando partes graves e agudas. O estilo lembrou um pouco o estilo de cantar do Vitor Rodrigues, hoje no Voodoopriest. The Celebration of Ignorance aposta mais em riffs melódicos, mas com uma veloz bateria dando base à música. Witnessing Your Fall e Modification encerram o EP. A primeira é mais rápida, arrisco a dizer que é a mais rápida do EP; e a segunda abordando mais peso. Algo que acabei não comentando foi a interpretação vocal. Algumas partes são preenchidas por ruídos dos vocais, o que leva até a pensar que algo não-humano está ali, algo sem mente e fora da nossa realidade. Isso casou muito bem com o conceito do EP.

O Canilive conseguiu entregar um EP versátil e bem fiel ao seu estilo. Pode-se notar uma identidade na banda, que não fica presa no seu lugar e varia as melodias das músicas, mas, como mencionei, mantendo a mesma base pesada fincada no death metal.

#Tracklist:

1.The Posthumous State of Mind
2.The March of Excellence
3.The Celebration of Ignorance
4.Witnessing Your Fall
5.Modification

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