Somba: Pluralidade musical

sombacapaalbum

Ao contrário de outras resenhas, essa aqui comecei pelo título. O Somba foi mais uma banda que pude conhecer e já virei fã. Não conto quantas vezes escutei o Homônimo (2014), o mais recente álbum do grupo mineiro formado por Guilherme Castro (vocal e guitarra), Avelar Jr. (voz e baixo) e Léo Dias (voz e bateria). O meu primeiro contato com o Somba foi quando me preparava para primeira edição do Prosacast (pode conferir como foi a entrevista AQUI).

Na ocasião, escutei o álbum para preparar a pauta da entrevista e logo esqueci de tudo o que estava fazendo quando os primeiros acordes de Kem Soul começaram a soar. O estilo lembra e muito aquele rock nacional anos 80, mais em particular o 14 Bis, banda que gosto muito e também vem de Minas Gerais. Um destaque de Kem Soul também é o solo, gosto muito da melodia. Algo que me chamou muito a atenção no Homônimo (2014) foi a diversidade, daí minha definição de “pluralidade” no início dessa resenha. The Ox traz um estilo com elementos mais country e até é cantada em inglês. Esse foi um dos detalhes que foi passado no Prosacast, pelo Guilherme. Dependendo da sonoridade da música eles decidem se ela será cantada em português ou inglês. Achei interessante o fato da banda não se prender em algo em particular. Carne Fraca possui uma introdução com um bom groove e, assim como Kem Soul, lembra o estilo clássico do rock mineiro anos 80. Trânsito, uma das minhas favoritas do álbum, diminui um pouco o ritmo e possui um tom de balada melódica. Real One traz um tom mais “Rolling Stones”, por assim dizer. Vem para o meu lado, Nega! foi a primeira música do Somba que escutei, na verdade, e ela chamou bastante a atenção pelo tom de improvisação. É como se estivéssemos escutando a banda ao vivo, só que no álbum — deu para entender a analogia? A gravação contou com a participação dos clássicos “Metais do Skank”.

By Heart and Soul é uma música puro feeling, é de longe a minha favorita do álbum. Os vocais foram gravados por Lorena Amaral, que deu toda uma cara de jazz para a música com sua voz em tom grave. Essa é uma música que não canso de escutar. Até esse ponto dá para ter noção da diversidade que é o Homônimo (2014). Rocambole continua na linha jazz, só que naquele estilo mais antigo, lembrando os anos 50, nos Estados Unidos. Correria foi composta em cima de uma harmonização nos vocais, muito legal. O álbum ainda conta com algumas faixas-bônus, das quais gostaria de destacar Light your Fire, que possui um estilo bem rock’n’roll clássico, lembrando a sonoridade do Deep Purple. Achei ela bastante diferente das outras músicas do álbum, justamente pelo seu estilo. Mas, o Somba mostrou que as guitarras distorcidas também correm no seu sangue. Isso tudo estendo para Eu queria fazer uma música pra vender, mas PQP! Eu não consigo — o nome é esse mesmo!

Como mencionei, o Homônimo (2014) é um álbum que não me canso de escutar. É bastante variado, o que mostra toda a capacidade criativa da banda. Obras assim sempre terão espaço na minha coleção.

#Tracklist:

1.Kem Soul
2.The Ox
3.Carne Fraca
4.Trânsito
5.Real One
6.Vem pro meu lado negro, Nega!
7.By Heart and Soul
8.Rocambole
9.Musichat
10.Correria
—-faixas-bônus—-
11.4:20
12.Light Your Fire
13.Eu queria fazer uma música pra vender, mas, PQP! Eu não consigo



Comentários estão desabilitados no momento.