4drive: Ousando no rock

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Um dos álbuns que recebi da Island Music foi o álbum de estreia do 4drive, Recycle (2016). A banda de Americana/SP entregou um trabalho fincado no rock’n’roll, com pitadas de rock alternativo.

Something There inicia o álbum de maneira bastante poderosa, com riffs e solos fortes. O vocal dá o tom alternativo à música — limpo e agudo, algo que exige muita técnica. Madman possui um início dentro do soft rock, mas logo abre espaço para distorções. Gostei da mistura de elementos, o que incluiu até uma levada puxada para o “rap” (não é exatamente rap, mas uma pronúncia acelerada das versos — não encontrei outra forma de definir melhor). A impressão que tive é que a banda não se prende no estilo. Inclui rock’n’roll, partes melódicas e alternativas, por assim dizer, quando quer. Fading Memories e In the Game são músicas bem distintas entre sim, mas mesmo assim ainda carregam uma identidade. Spacetime Theory também segue essa linha, contrastando um início mais lento, cheio de harmonizações nos vocais, com um refrão mais pesado, dentro do rock’n’roll.

Owe You tem uma introdução com sintetizadores à lá David Bowie e progride para um excelente riff. Os vocais rasgados deram todo um sentimento à música, o que mostra o talento do vocalista. Após o interlúdio Catch Fire, bem experimental, diga-se de passagem, o 4drive encerra o Recycle (2016) com Rain e Highlander. Ambas possuem tom mais melódico, com refrões harmonizados.

O Recycle (2016) é um bom álbum. Não costumo escutar normalmente rock alternativo, mas curti a criatividade da banda nas músicas, ousando em diversas partes. A qualidade da gravação está excelente. Além disso, a banda ainda disponibilizou o álbum no iTunes e plataformas de streaming, mostrando que estão se adaptando ao novo mercado musical.

#Tracklist:
1.Something There
2.Madman
3.Fading Memories
4.In the Game
5.Spacetime Theory
6.Voiceless
7.Owe You
8.Catch Fire (interlude)
9.Rain
10.Highlander


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